Aurora

Caneta e papel na mão
e coração bate forte,
tão forte que não deu para esquecer
o dia que conheci você.

Era uma noite fria,
de um sábado de melancolia,
eu numa festa, dançava sem parar
tentando esquecer o amor que acabava de me deixar.
Cansado estava de tanto requebrar, que sentei naquela mesa de bar.

Distânte de você sentado eu estava,
mas você, fixa no meu olhar ficava.
Não sei o que você viu em mim
e nem porque tanta atração te dava,
mas já sabia que por mim,
apaixonada estava.

Retribui o olhar sem menor ambição,
mas você já vinha na minha direção.
Sentou-se ao meu lado,
mas para meu espanto, nada falava.

Percebi o que você queria
e deii o primeiro passo.
Te ofereci um drink,
você respondeu com um, sim!
Depois de um tempo de idéas trocadas,
peguei na sua mão,
gelada estava.

Te chamei para dançar,
você não respondeu,
te levei para pista de dança,
e lá o chão tremeu.

Ao som de música romântica
um beijo robei,
e assim você respondeu,
disse que foi o melhor beijo que alguém já lhe deu.

A festa acabou e eu fui embora,
mas não esquecerei da noite,
em que robei um beijo
da misteriosa Aurora.

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