O cemitério

Noite sombria de ar gélido
a lua traz fantasias e a neblina melancolia
noite calma, sem vozes a me chamar…
Escuridão total, não enxergo nada a minha frente…
Mas de repente bato num túmulo empoeirado…
Silêncio…
Não vejo gente e nem ouço sons a me atormentar,
a me deixar com mais medo do luar fúnebre que parece me observar,
a acompanhar todos os meus movimentos dentro desse cemitério…
Ando mais um pouco e nada,
nada que possa me ajudar a encontrar a saída eu conseguia visualizar…
Andando, tropeçando, machucando o corpo nas plantas espinhosas…
A perna ferida, sangrando, suado, com fome e frio,
horas ali dentro e nada,
nada da saída, o ambiente completamente vazio….
Espanto…
Uivos e latidos, e gemidos, silêncio e nada mais…
Parei, olhei pra lá e pra cá,
pude perceber um vulto cada vez mais perto…
Agora gritos, desespero e pedidos:
Ajuda! Ajuda! Socorro…
Não suportando mais a agonia,
corri, ou melhor tentei…
Quando puxei a perna gemi de dor,
passando a mão, sangue escorrendo senti.

[Acorda!!]

Oh droga,
estragaram o melhor pesadelo
dessa figura gótica
que só queria saber o desfecho
do pesadelo de uma figura nostálgica.

2 comentários sobre “O cemitério

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