Traida

Aflita, as mãos no rosto descem arranhando tudo
marcas de unha na minha face, ódio de tudo isso
dessa situação: como pôde passar por mim
segurando pela cintura outra mulher, raiva
choro desenfreada no quarto fechado
eu viajo através do tempo, pensamento
das noites juntos, dos momentos juntos
todo mundo dizendo que ficariamos juntos

Rasgo travesseiros, cobertores, furo colchão
com a tesoura na mão, tremula, rasgo nossas fotos
as suas cartas coloco fogo, o seu anel jogo pela janela
a roupa que voce me deu vou queimar num ritual
abominavel praguear a sua nova relação

Traida, mulher doida que queima de remorso
por não ter aceitado o conselho da amiga que
pareceu sórdido de larga-lo enquanto fosse tempo

Xingo-me de todos os nomes possíveis
cabiveis na minha mente descontrolada
vou pegar os frascos de perfume que eu usava
em nossos encontros para estilhaçar o aroma
bom e suave, gostoso e intrigante
em que o seu desodorante se mistura
quando nos relacionavamos
apaixonadamente

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