Passado, presente, futuro

Não viva do passado sem olhar o presente e nem desejar o futuro. Não esteja no presente sem esquecer-se do tempo que passou, mas não deixe de fazer planos para o amanhã. Pense no amanhã, mas não se esqueça do hoje, tão pouco banalize sua história. Esse é o grande lema do ser humano.

Quando, exatamente, viver passado, presente e futuro. A que horas eu visito o ontem, o hoje e o amanhã. Não é tão simples como tomar café da manhã, almoçar e jantar. Seria muito mais simples se achassem o ponto que separam esses três momentos. Não são estações do ano infelizmente. A única parada que nos resta da viagem da vida é uma decisão. Desço para visitar minhas aparentes-parentes-lembranças, construo mais trilhos para ir a diante, ou penso já em outro veículo de transporte.

Equilíbrio. O que sou, depende do que fui, e só fui porque pensei em ser, e só serei construindo o meu ser que já se transformou. Ligação. Pensamento. O fato, na verdade, é que só nos damos conta destes três instantes quando não vivemos nenhum deles. Quando paramos para construir a faixa que separa cada um dos três tempos.

Passado. Perfeito pefeito, imperfeito ou mais-que-perfeito. Só há estas denominações porque foi preciso viver para conjugá-los de maneira adjetiva. Presente. Não se sabe, só se vive; não tem ramificações, apenas estar aqui, escrevendo, sendo, agindo. Futuro. Do pretérito ou do presente. É futuro afinal. Só se pode mencionar o que já se foi, ou o desejo daquilo que se vive. É com base nos dois outros modos que se determina se faremos um futuro com consequências do passado ou do presente. Mas é o único tempo, no entanto, que pode transformar os anteriores.

Enfim, cabe apenas a imatura conclusão daquele que não sabe o que o futuro leitor concluirá por si mesmo: Em que momento fazer do clichê humano algo que já não se deve mais observar? Qual instante determina que se deva pensar ao assunto? E em qual, por fim, momento deixar estas indagações mais adiante?

Ora, se eu soubesse a resposta, não valeria de nada meu passado; porque dele já teria me desprendido. De nada valeria meu presente se já soubesse de antemão os rumos da minha vida. E o futuro seria esperado sem a menor das emoções…

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