Segundo plano

Se respirar fundo e deixar o vento correr pela minha face a brincar com aromas matinais, enquanto abro os meus olhos e estico meu corpo lentamente, posso sentir seu cheiro doce e suave a dançar em meu corpo. Abro um sorriso e sigo feliz ao espelho. Amanheceu. É mais um dia.

Vou encontrá-lo daqui a pouco no trabalho, mas antes o café forte na mesa, torrada amanteigada servida, queijo magro em fatias. Pego a chave do carro, tranco a casa. Desço à garagem e abro o portão. Do lado de fora, todo dia eu contemplo por um breve segundo o que consegui. Fruto de trabalho árduo. Agora, bom, posso pensar em amores.

Prioridade de segundo plano, mas tão fundamental ao ser humano, o amor. Não o romance, sem confusão. Já passei dessa fase de me enganar por precipitações de mim mesmo. Já me conheço, sei quem sou. Mas é hora de descansar. É como uma aposentadoria adianta. Momento de me divertir.

Não dependo de ninguém, apenas de meu nariz. Eu já me impus e supus, agora, já cansado do meu compromisso comigo, que posso me distrair com pequenas aventuras. Vou brincar com os sentimentos de alguém. Jovens sem preocupações. Esquecerão da loucura adolescente, e eu me esquecerei de que estive carente…

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