Banco dos réus

Condenem este homem se assim quiseram em pleito,
mas me cabe lembra-lhes dos feitos bons de quem um dia erra:
Da generosidade tão simples da palavra amiga quando preciso;
Cabe a mim, agora, com a palavra, defender quem na vida peca…

Quem pudera o homem não errar mais,
quantas vidas seriam salvas e quantos ancestrais
dariam graça sob o túmulo.

Quem dera a balança dos acertos fosse a mais pesada.
É com pesar que vejo no mundo condenações precipitadas
de sujeitos tão corretos em outrora.

Quem dera dessem juízo a quem tanto julga,
a quem tanto cobra, a quem tanto pune.
Não, não o deixe impune de seus erros,
mas o sentencie com cautela.

Saibam que cabe do justo recurso,
Que os habeas corpus da alma são facéis de conseguir
Porque se o homem decreta prisão daquele que nada fez
Deus age em nome de quem não deve pagar por falsos crimes.

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