Finados

Hoje eu morro é de saudades,
é de amores e de vontades,
hoje eu parto para o abraço
para uma nova chance de felicidade

Eu quero ir para o outro lado, da alegria
morrer é de nostalgia de um tempo bom
faleço é para a agonia do compromisso
de fazer sala àquele que não é bem vindo
E ando tendo essa postura feito crença
que nem em missa de sétimo dia eu padeça
nem me esqueça de amar

A única morte que eu saúdo é o finado de um luto
das minhas barreiras próprias de achar que a morte
é a primeira hora para se entristecer

Eu enterro é essa crença de achar que o coração
quando para de bater, tende a desmerecer
tanta vida, tanto amor, tanto calor
que eu vi e vivi a me aquecer

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