Surpresas

Lembra daqueles primeiros versos que escrevi pra você
como forma de traduzir tudo aquilo que você queria dizer
para aquela menina, primeira namorada, antes amiga?

Lembra daquele poema que dizia tudo aquilo
que vivia guardado em seu íntimo,
todas aquelas palavras esperando a hora
de sair pela porta da boca,
passando pela ponta dos meus dedos?

Lembra daquele poema todo cheio de rima,
de uma doçura musical que você me encomendou
pra dizer do sabor que era beijar uma boca
que eu, enquanto poeta, sequer experimentou?

Pois é, esse mesmo poeta, dos mesmos versos,
hoje não precisou de encomenda, fez por oferenda
para você e seu novo amor que em mim rimou em surpresa…

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