Candura

Não chores minha ausência que minha alma não aguenta tuas lamúrias
nem reclames de impaciência pelo meu retorno que não suporto as tuas frescura
se ainda que não me quisestes ausente fosse suficiente, se apenas isso bastasse,
ah, que alegria a minha, se apenas teus desejos se tornassem realidade…

Mas a vida tem outro tom, outra curva, e em meio aos teus suspiros
– pra min uma pra grande luta, – em te deixar solitária e carente,
e minha alma dependente desta tua ternura, corre-se profundamente
por não te fazeres contente com a minha conduta

De ser homem do corpo e homem da mente, a traduzir tua volúpia
sou escritor, homem decente, a induzir as tuas penúrias
e ainda que tuas indecências miúdas fossem pra mim um presente
tentaria até o último segundo segredar teu corpo fervente
em minhas mãos robustas….

Para que só depois da minha saudade aguda
eu pudesse eternizar minha aventura
que enquanto vivida não merecia
menor adjetivo senão
a mais pura candura….

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