Voda

Antes então da madruga
no sertão alagado há abençoada,
no sabor do copo que te mata,
antes só, bem melhor que acompanhada

Ainda que suja, limpa e é utilizada,
fonte de prazer na língua salgada,
pela comida, introduzida e fervente
companheira do chá quente dos carentes

Melhor ainda no banho do pensamento
corrente de sentimento sendo levado
ainda assim, exalto em mim a necessidade
vital e consciente, mesmo que inconsequente,
submerjo e me faço submarino na contagem dos segundos

A priori, antes que se prove o contrário,
essencial à vida e à morte ao mesmo tempo,
simultaneamente escorre de alegria e de tristeza;

E na beleza do pouco que cabe na mão,
o que desabrocha delicada no botão,
é aquela que transpassa o que vier
entra fundo na pele da mulher

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