Obra-prima

Quando eu vi você feliz
mais uma vez, eu me vi assim também,
outra vez

Meu coração se desprendeu do seu
sem as correntes do ciúme,
eu sei que o amor é verdadeiro
quando deixa o outro impune
pelo roubo que cometeu

Coração desarmado foi assaltado sem amarras,
de mim você foi levado por terceira alma apaixonada

E eu não cumpro prisão perpétua
de desgosto, e até aceito o outro
como amigo capaz de fazer por você
coisas que eu não preciso dizer,
nem vou revelar o quanto queria juntos,
bem mais que poesia

E não me acabo de arrependimento,
o destino eu não lamento
se você aceitou outra mão antes da minha,
a minha continua aqui pra outra forma de companhia,
porque o amor mudou de foco e de tom,
mas não deixou de ser a cor da obra-prima

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