Futuro de um presente pretérito

Se eu buscasse seus defeitos
não seria seu amigo
mas se eu os amasse,
seu namorado eu gostaria
não de ser, porque não sou seu, – ainda –
mas de estar com você, bastaria

Não caberia minhas mãos nas suas,
parecer de ironia, pareceria,
mas é que minhas mãos são grandes
para caber em você como eu permitiria

Se eu puder dizer, no futuro próximo,
o quanto essa poesia disse do futuro
do pretérito – esse que vou viver, quem sabe, um dia –
eu direi novamente que valeu a espera,
eu obviamente esperaria, esperaria, esperaria

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