Pistas da alegria

Quero um par para dançar
na alegria, dividir comigo
esse passo, essa energia,
multiplicando a felicidade

Eu quero essa mão colada na minha,
o riso solto dos timbres, dos sons,
do batuque bom que revigora, revigorará!

Vem pra pista comigo
ser criança de novo,
balança comigo no meio do povo
sem se preocupar

Somente esta intenção de ser você,
de ser pleno, não preciso de pena,
não preciso penar pra ser feliz,
é fácil, fácil, farei!

Você e eu, hey!
Rei da alegria,
sinto muito se
pareço gay
e não me incomodo com isso!

Só abrigo o bem,
estou zeen para as críticas,
ocupado demais com as vidas
que despertaram juntas nessas vias,
pistas de felicidade na pista!

Alcunha da Cunha

Para Helia Coelho de Mello Cunha.  Leitura e Produção Textual
Licenciatura em Letras Literaturas de Língua Portuguesa. Instituto Federal Fluminense

—————————————

Bom mesmo é ser fã da sua amiga,
neste dia, ser fã da vida,
sabendo que posso contar
com mais que mestra,
mais que mãe do ensino,
filha do discurso

Bom mesmo é viver de poucas palavras
porque elas são condensadas e compactas
como o coração pequeno que bate forte,
mas é o que move todo o ser
que faz toda a alma infinita
caber nessa roupa pequenina do corpo

Bom mesmo é ser sempre calouro,
ser sempre um aprendiz admirador
dos seus tantos dissabores escondidos
na face, na idade que permite o conselho,
capaz de firmar na admiração a voz
de autoridade-não-autoritária

Essa poesia é arbitrária
para confessar nas minhas lacunas poéticas
a alcunha com outro significado,
um recado de delicadeza para
Helia Coelho Mello Cunha
referência, toda minha reverencia
irreverência da palavra para te homenagear