Cabe

Cabe na noite que se agiganta,
nessa madrugada que começa,
no anoitecer que prevalece
o poema que tece um aconchego

Cabe o que vem, o apreço,
antes de se aventurar ao leito,
antes da entrega à interrupção

Dormir não me cabe
sem dizer o que não cabe
mais esconder,
o tamanho da emoção

Mesmo que sem jeito,
o que não tem como negar,
o que rola no peito
precisa caber no poema
para parar de rolar na cama!

Um sonho não é o bastante,
sei que não sou o flerte perfeito,
mas o começo está aqui
cabe na palma da mão…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.