Dá paz

De vez em quando eu me dou conta
que as contas não importam tanto,
nem tantos egos que se digladiam
para ganhar mais um quinhão de mixaria,
furtando, sim, as oportunidades de quem, ainda,
nada tem.

Certo de que cada um vai se cobrar, no futuro,
os juros da própria consciência…
Não perco o meu ponto de referência, a eternidade,
a infinitude de ser um pequeno nada de muitos segundos

De vez em quando o poder humano seduz,
loucura humana de se achar acima da própria alma,
perseguindo o mínimo dos excessos,
preservando o mínimo de decência,
ainda que nada possa fazer, ou quase nada,
Paciência

Para suportar a energia pesada,
o desânimo, a falsidade e a desavença velada,
rumos que a gente não quer,
é preciso respeitar,
Paciência.

A gente só pede o embate,
o compromisso, a energia,
só nos casos em que a sua vida,
de outras vidas sem saída
estiverem sendo prejudicadas
com a última porta fechada

Fora isso, ademais, suporta,
é horda que não sabe o que faz,
nem o que quer…

Podem até ver futuro,
mas, asseguro, não percebem os impactos do caminho,
Paciência.

Para não entrar nas vielas que não valem nada,
nos atalhos do dinheiro fácil que não te compra,
mas, que te vendem.

Não entre, não vale a pena.
A sua estrada é estreita e de muitos desafios,
mas, você sabe o caminho da luz

Muitos pedem carona, não embarcam
nas suas lutas, não querem ajustar nada.
É fácil sorrir e pegar outro vagão
quando o seu desgovernar

Quem te orienta é o céu,
deixem os homens serem réus
e os seus próprios juízes,
assiste sem culpa, sepulta…

A tristeza não vem de você
quando você não intervém, não te cabe,
não é isso que se pede.

Pede, pede prece, por tanta gente,
que tristes – eles – te cobrem
com o cobre que lutaram tanto pra ter
e não reluz

É luz que supera o agora,
atravessa a sua vida,
te revigora.

É luz que se propaga, e não o som.
O que reverbera de verdade é o que você sabe fazer melhor.
Paciência

Espírito que entra no umbral não pode se deixar levar,
espírito que entra no conflito, na sombra, não pode apagar
espírito que cansa de bater as asas, não pode matar a pomba branca da paz,
dá paz, ciência do espírito.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.