Suicídio poético

A morte me encarou
era uma noite fria de lua cheia
nenhuma estrela nem nada
céu vazio sem nuvens e o mar enfurecido
cometeria suicídio ali mesmo na orla da praia
e depois as ondas me engoliriam
sangue jorraria das minhas veias
atrairia tubarões que consumiriam minha carne rapidamente.
Um tiro, só um tiro
uma bala romperia minha cabeça
calaria minha alma
esfriaria meu coração
levantei a mão
apertei o gatilho
e caí no chão.
formigas consumiam a minha boca
lobos vindos não sei de onde, o meu corpo
a lua roubava a alma
e o mar o coração
meus dias acabaram
você não me quis
procurei a praia mais próxima e nessa noite gélida parti
meu corpo se deteriorou em momentos longos
parecia que ainda resistia ao furo da minha cabeça
na esperança de vê-la pela última vez
mas você não veio e tive uma morte infeliz.

2 comentários sobre “Suicídio poético

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