Peçonhenta

Cobra comigo não se cria
serpente rasteira e daninha
seu veneno não me afeta
sou soro que o vento leva

Seu veneno não me é malefício,
bebo com gosto e não me finjo,
sou persuasivo com o bem e o amor,
coisa de quem sabe da vida com louvor

Não preciso de mentira nem de chantagem,
a minha arte eu faço com o calor da honestidade….
Sem medo do perigo, minha mão carrega o pingo de antídoto
Não preciso matar a cobra, não meu ´perco meu tempo,
mas agora não rasteja para trás, o que você me fez passar
não vai me fazer mais, serviu de experiência

Não mostro o pau com o cadáver porque a lição,
por mais que seja doida, mudou a minha vida,
agora sou mais forte com o seu veneno,
imune à cobra que me feriu por dentro