Os tripulantes

Seja qual for a denominação,
Se EJA, PROEJA, CEFET, NACES ou IFF
As nomeclaturas só fazem jus ao tempo
Somos, na verdade, Aprendizes Artífices
da educação que hoje buscamos no Instituto

Seja qual for nosso segmento,
Se Educação de Jovens e Adultos
Ao mestrado dessa embarcação
Somos, na verdade, meros tripulantes
Navegamos por mais de cem anos
Não nos deixando abater pelos conflitos
que as simples mudanças de nomes começam a fazer

Seja qual for nossa função,
Se estagiário ou funcionário anfitrião
Não nos importa a condição,
É preciso, acima de tudo,
zelar pelo serviço com convicção

Seja qual for nosso visitante
Se presidente ou pessoa sem instrução
É preciso tratar a todos com respeito
Não será um título ou uma faixa no peito
que fará do nosso atendimento um jogo de poder

Quem sabe, e estamos aqui para isso,
Contribuir para o desenvolvimento pessoal
deverá ser nosso vício primordial,
quem hoje entra aprendendo a ler
deve sair daqui multiplicando o saber
para que assim os slogans tenham mérito

Fazer parte dessa história não é se vangloriar
Somos pequenos grãos de areia construindo a sociedade
Somos o canto da sereia, que deve entorpecer o cidadão
a procurar ser formador de opinião

Mas a nossa maior missão é compreender
que um dia o barco chega ao seu cais,
que haverá outros tripulantes a subir,
e que os grandes senhores dos mares
devem descansar, um dia…

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Para todos e todas que contribuiram e consolidaram o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense, como um ícone de desenvolvimento social do interior do Estado do Rio de Janeiro. O que se faz presente, também, com o reconhecimento internacional, pela capacidade e empenho de todos e todas que o move em benefício da Educação.

Em especial, agradeço profundamente, aos servidores – em todos os níveis – que contribuiram, contribuem, e aos que virão a contribuir, com a área de Jovens e Adultos. É preciso ter o compromisso de mudar o país, buscando elevar o grau de instrução daqueles que são pilares da sociedade, para reforçar sua estrutura, e não somente aqueles que já se encontram em outros degraus de aprendizagem.

É necessário deixar de lado os interesses pessoais e coletivos quando estes não são em nome da educação, mesmo que de forma mascarada. É preciso falar de ética, moral e bons costumes, praticando-os. Não importa quem contribuiu. Os nomes e as pessoas se vão, o que realmente importa são os benefícios decorrentes do trabalho correto.

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