Admiração metalinguística

Vamos admitir alguns fatos
Ser seu amigo é uma tarefa nada fácil.
Nem sempre eu me acho à altura da sua
personalidade forte, cheia de desafios.

De poeta cheio das virtudes e da caneta firme
que carrega esta alma tão densa, intensa ao agir.
Talvez um louco, aloprado, que não pensa muito.
Talvez, estes teus insanos atos tenham fundamento….

Ao apaixonado sem freios, pelas vidas e anseios
que todo garoto possui – e que a vida tomou por aprendiz
ensinando tão rápido, o que ficou marcado.

Aprendi com você que a tristeza pode ser alegre
e que nem todos seguem a mesma rota, o mesmo rumo
e que, apesar de tudo, em certas condições nós aprendemos
a aceitar o que nos vêm…

Nem tudo será como nós queremos
já aprendeu essa máxima, sem deixar
que a vida seja ácida contigo

Pablo, Poeta, enquanto houver inspiração,
e essa certeza que só você carrega, não,
não desista…

Nessas estrofes, nesses versos, escondo
o que quase nunca lhe conto, e tenho certeza,
essas palavras também não vão conseguir trasmitir

Admiração metalinguísitca
de escrever para quem escreve
em um desafio imenso de te fazer feliz
do jeito que aprendi.

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Para Pablo Rezende, o grande mestre dos poemas. Obrigado pela sua amizade tão correta, tão natural. Mais uma vez não posso deixar de dizer que com você eu aprendi a valorizar os verdadeiros amigos, principalmente àqueles que dividem comigo a responsabilidade enorme que é fazer arte com as letras. E preciso confessar que cada verso aqui representado foi chegando cheio de vigor e de propriedade, dignos e ao nível do homenageado.

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