Eu gostava mais quando tinha meu mundo paralelo,
bem mais até e além do que esse sentimento aberto,
assim nas mãos de qualquer um;
Eu gostava mais era de quando ninguém sabia de nada,
e de nada em nada, por nada ninguém me visitava
e me descobria nessa minha armadilha de palavras
Eu que sempre caia em meus próprios pensamentos,
que fazia das minhas rimas o meu remédio incerto,
feito calmante pra essa vida de amante sem amor
Eu gostava mais quando o meu mundo não tinha cor,
quando era tudo preto no branco, e nos panos a umidecer,
eu gostava mais quando era apenas o meu mundo, só meu!
E agora tudo está aqui acessível, assistível pra você,
como agora me esconder e me fazer valer só por direito
se o que escrevi, o que eu fui no passado ficou eternizado
pelas palavras, que hão de ser consultadas até que eu enlouqueça?