Autoridade da fé

Fonte: Google Imagens

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E quem é você pra me dizer o que fazer da minha vida,
pra dizer o que sinto e como sou, se não pode afirmar nada sobre si?
E quem me dirá o que fazer e como agir, dedo em riste?
Senão eu mesmo, senão eu mesmo pra decidir por mim!

E que propriedade você tem para questionar os meus atos,
para me traçar o caminho, para falar por onde devo seguir?
E quem é que lhe concedeu tamanho poder para falar em nome de Deus?
Se falhos todos nós somos, o que lhe faz bem mais capaz do que eu
para determinar sobre a minha vida e a sua ao mesmo tempo?

E que palavra é essa que te entrega a decisão suprema
senão apenas suas vagas interpretações banais e vazias
daquilo que vem sendo repetido por eras?

E quem lhe disse que eu vou para o caminho errado
se ninguém sabe de fato o caminho, e apenas acredita no traçado da fé?
E quem lhe disse que eu vou para o caminho errado
se ninguém sabe o caminho de fato, e apenas acredita no traçado da fé?

E se o que eu acredito está errado, que garantia você tem do certo?
Senão argumentos costurados na linha de pensamento dos intérpretes!
E se o que eu acredito está certo, como você fica com a sua certeza?

E que prepotência é essa de nunca se questionar se é você quem falha?
E que arrogância é essa que não te permite aceitar diferença alguma?

E quem é você, a voz da razão que não pensa com razão alguma,
só vive de repetir e insistir em fundamentos que você não sabe a fundo…
E quem é você, afinal de contas, para fazer de conta que essa loucura toda tem sentido…

Zumbi, graças a que Deus?
ao seu? ao meu? ou ao dele?
graças ao homem
que amarra outros homens
pela mente

 

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