Observações

Tenho pensado em muitas pessoas ultimamente e em como elas me fizeram feliz.
Como, mesmo sem perceber, eu pude contar com cada uma delas para construir o que sou agora.

Até para escrever poemas, admito.

Admiro muito mais os fatos, os acontecimentos e as passagens da vida
e as valorizo, certamente.

E tenho certa mania de fazer poemas com observações

Celebro os verdes campos que já têm incomodado meus pulmões intoxicados,
desde as toxinas do ar puro, às pessoas que sorriem ao meu lado no banco do carro

Agradeço profundamente os acasos do destino quando penso que nada de bom me surge,
quando o cansaço vence, o desanimo desilude, e o sonho se dilui na realidade difícil.

Agradeço os mesmos ventos quentes que batiam em minha face e me faziam desistir nas paisagens dessérticas,
e a esses mesmos ventos que me refrescam de esperança, garra e confiança quando tenho a sua energia por perto

E assim, por certo, que a vida nos prega surpresas, e nos desgasta para desmontar o quebra-cabeças que pensávamos faltar apenas uma peça.

Então, em meio à frustação do recomeço, eis que me vem o apreço da mão amiga para me dizer em muito mais que uma rima:

– Viver em companhia pode ser complicado de início, quando nos vemos perdidos, sem cuidado,
mas acima daquele que está calado e cabisbaixo, nascem sorrisos nem um pouco acanhados
que se completam agora em comunhão

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Pela amizade, companheirismo,  credibilidade e confiança que o amigo Igor Calil tem em minha pessoa. Votos também de minha parte pelo reconhecimento verdadeiro de que é nas aflições da vida que encontramos quem nos mantenha de cabeça erguida.

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