Jogo dos amantes

Por amor tenho colhido flores secas
para mostrar que o meu peito
não se engana com romances passageiros

Tenho inclusive, deixado de plantar árvores
e cuidado do meu pequeno jardim de inverno com zelo;
Tenho externado principalmente o que minha mente construiu:
Uma imagem sólida que não se leva pelas brisas

Tenho anotado seu nome nos papezinhos de guardanapo
que me são entregues com cafés de admirador desconhecido;

Ora, que tolice esse jogo dos amantes,
como se não soubéssemos antes que um gosta do outro….
Faz parte das regras essa brincadeira de tentar despistar o óbvio

Mas, se entre as dicas de flerte você sentisse a sede que sinto,
se você fosse tomado pelo ímpedo íntimo do meu ser que deseja lhe devorar,
talvez você entendesse que para matar essa sede não basta se entregar;

É preciso mais, é preciso ir além, é isso, meu bem:

Não tenhamos vergonha de viver, nem de brincar com o amor;
Faz parte esse sabor do desejo ácido, que nos seus doces lábios,
no início, eu vou desfrutar…

Mas é preciso retrucar, para que mais a frente esse nosso desejo latente,
expanda-se, encante-me a contigo caminhar nos anos seguintes,
mesmo ainda que tristes, da minha vida, que passa pela sua vinda,
para a nossa saída…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.