Cadeira onze

Nós nos encontramos no mesmo trajeto,
na mesma estrada nossos caminhos se cruzaram
Tomariam rumos diferentes indo ao mesmo lugar?

Vida que passa por mim e segue?
Que cegue os meus olhos e sequem as minhas lágrimas…
Se eu não cessar as minhas angústias e parar por você.

Que eu não fique pensando demais
se de mais a mais nas minhas andanças da mente
eu fui menos dono de mim do que eu queria

No banco da frente, cadeira onze
por longos instantes meu medo foi grande!
Era preciso que ele desembarcasse do meu peito

Eu precisava ter postura para não permitir
que você fosse sem saber o que sinto,
mesmo que não manifestasse ser recíproco

Mas o transporte em movimento
parecia querer parar meu coração
a medida que as horas corriam
e você não sabia que tinha meu coração

Da minha existência não sabia,
a paixão não tinha limite de velocidade,
eu sem alarde parecia caminhar sem destino…
Desconhecia que aquele rosto de menino multaria a razão!

Hora que voa, cresce o desespero,
com você de fato apenas poucos quilômetros rodados,
e tudo errado

Que trabalho para fazer a curva da timidez
e ter o retorno do seu sorriso em carisma,
contentamento…

Passado poucos segundos de susto
você não me deixou outra escolha
além de ultrapassar sem planos e de súbito,
as margens de um Rio sem afluente

Precisava mesmo era dessa atitude louca, sem cobrança,
sem taxa nem juros, apenas os breves segundos de impulso para a felicidade

E afinal de contas, a plataforma trinta e três me deu sorte,
o número onze subtraiu a solidão e da loucura, vinte e dois,
somei acima de tudo, amizade.

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