Mãos cruzadas

Se o meu carinho for uma alternativa,
se o meu carinho se juntar ao seu,
se ambos forem uma saída linda,
se, então, não será conjunção,
sem dúvida

Será, antes, com a junção das minhas dúvidas,
será, depois, contração das suas interrogações,
será, por hoje, a contradição que acerta
sem procurar um objetivo

Não somos objeto de prazeres, nem troco
para as trocas que a vida fez no destino…
De cada um, somos dois, não sei se
dividiremos o mesmo caminho,
mas, sozinho também já não dá

Eu passeio na sua estrada,
você cruza e visita a minha,
seja de tarde ou de manhãzinha,
sua mão cruzada com a minha…

Braço direito

Estou é com saudade de te escrever
como há algum tempo eu fiz, sem te conhecer.
E interagíamos com respeito e compromisso
mas, agora, com esse poema, o segundo adjetivo
eu não desejo

Por saber da força das palavras
e do estudo que os sintagmas nos mostram
quando criamos um perfil de discurso,
e pensamos nas manobras da palavra,
que nos damos conta da delícia de costurar
o ontem, o hoje e o agora

Entre trocas e mais trocas de e-mail,
entre muitas perguntas e respostas,
todas minuciosamente feitas com carinho e zelo
meu poema hoje junta vários gracejos
para agradecer profundamente o seu apreço
em me ter como parte da equipe,
este, agora e sempre, seu braço direito
e adendo de amigo