Ser, mulher

Quem me dera agora um corpo
o calor humano de um coração pulsante
quem me dera a agitação constante de seus palpitares
quando sendento de amor me falta ares

Quem me dera o elixir da vitalidade
a sensação gostosa do prazer sem fim
quem me dera, ainda assim, ser jovem de novo

Quem me dera os músuculos firmes – todos eles – novamente
quem me dera o  ardor contente de quem se enbebeda do fogo consciente
quem me dera, seus me dares, ainda que não preparado seu corpo esteja

Quem me dera, girar-lhe em seus calcanhares e os nossos beijares de certeza
quem me dera, ainda que tarde, o seu amor em correntezas
quem me dera aforgar-me em seu leito, e em seus seios apalpar
beleza de ser,
mulher

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