Pane operacional

Iniciando sistema operacional
carregando globo ocular
imagens nitidas carregadas

Iniciando processo de levantamento
processando perda da capacidade de dormir
abrindo o sistema nervoso central
enviando arquivos de despertar

Aguardando resposta….

Arquivo enviado com êxito

Calculando força necessária para sair da cama
queda de energia crítica
possível perda de dados
analisando cerebro rígido

Pane operacional
impossível acordar…

Beijo-veneno

Todos os sons e todas as melodias
serão mínimas para encantar seu coração
porque de todas as canções que eu ouço
uma frase me faz lembrar você
um grave alongado me faz te ver

Caminhando nas praias desertas
afundando meus pés na areia
sentando à beira-mar, eu vou pegar meu violão
para recitar qualquer verso, qualquer refrão

Eu vou fazer com que meus sentimentos se afoguem
quem sabe essa falta de sorte de não te ter aqui comigo
me faça mais compreensivo, capaz de entender
que mesmo sem você, eu penso, eu sinto
sua presença, seu abrigo a me aquecer

E quando percebo o sal do mar me envolvendo
eu lembro do nosso beijo-veneno
que me fez te perder

Por que beijei aquela moça à força
o antidoto ainda nao estava pronto

Que tonto eu fui…..
engoli veneno

Agora o mundo é pequeno sem você aqui
a perdi para sempre…

Pedra do passado

Que bom ter você aqui hoje
faz tempo, eu esperava por isso
foram alguns anos se passando
mas no fim de tudo eu ainda ansiava
retorno

Passei por verões frios
e outonos coloridos
primavera sem flores
invernos sem abrigo

Procurei as velhas cartas trocadas
pedaços de papel com carinho extinto
vi minha única forma de calor
num triste passado, vazio

Era nossa forma de romance
tão juvenil e tão precoce
que na primeira pedra pela frente
mudou nosso caminho

Ah que pena nossa insegurança
de por cima da pedra não ter passado
que triste ignorancia
termos ido cada um para um lado

Cabana assombrada

Era uma cabana velha, no meio do nada
apenas uma árvore morta ao lado
uma fresta na porta, já um tanto desgastada
que casa lúgubre era aquela
será que tem alma penada?

Dizem que essa moradia
pertenceu a uma senhorita
daquelas bem recatadas

Mas tadinha, era rica
foi assassina
agora dizem às más línguas
que a tal da alma penada
nada mais seria do que a sinhazinha
querendo as dívidas acertadas

Já me senti assim

Sabe quando a gente conhece uma pessoa nova
e nela aposta, decepciona-se e algumas vez chora
por tentar mais uma vez e não encontrar o que esperamos?
Sabe a sensação de brincar com o aleatório
um jogo de sorte, uma roleta a rodar?

Já me senti assim
e sabe o que é pior pra mim?
lutar e ter chorado mil vezes
não ter encontrado ninguém
digno do meu carinho…

Mas sabe o que me consola?
às vezes o destino tem dó da gente
Vê que somos inocentes querendo distibruir amor
e nos dá um presente….
Você

Pedaços do caminho

Quando lentamente fecho os olhos e suspiro é o seu nome que me foje de dentro
e quando paro para ler nossas cartas, pedaços da nossa história encantada
finjo que fico admirada com as suas palavras, mas eu não ficava

Era fácil igonorá-lo e tê-lo de volta quando precisasse
eu sei que foi maldade, idas e vindas, tentar o seu coração
abria-lhe uma ferida e a curava pouco tempo depois

Eram curativos simples, não muito cuidadosos
e hoje o meu remorso foi não tê-lo tratado direito
porque toda vez que eu lhe feria, eu me ardia sem saber

Mas quando voltávamos e retornávamos ao desejo
eu tentava esquecer os sofrimentos propositais que lhe causei
achando que fosse ágil o fechamento da dor de um ser

Mas todas aquelas apunhaladas foram feitas com profundidade
eu sei que foi maldade, já não dá pra sanar,
é impossivel colar seu coração agora
há muitos pedaços faltando
que por falta de carinho foram se perdendo
pelo caminho eu fui pisoteando…

Cabelos cor de fogo

ana

Musa da MPB, Ana Carolina é a personagem deste trabalho

Cabelos cor de fogo
que antes me dominava
tomei coragem para dizer-lhe
que já não és ameaça

Tomei-lhe pelo ventre
com minhas pernas
acorrentei-a, segurei-lhe os pulsos
amedrontei-a

Veja agora, cabelos de fogo
quem o teu corpo incendeia
veja o desespero, a queima-lhe as veias

Perca o controle
sue de desejo
veja cabelos de fogo
quem inceidas o teu leito

Sou eu, cabelo de fogo
seu esperma, sua água
não procure, cabelo de fogo,
a nossa carne queimada
apenas descanse
a alma em brasa

Negligências

Eu tenho saudades dessas risadas, dos abraços e palhaçadas
que vivemos juntos, que fizemos juntos, até as altas horas da madrugada
eu tenho saudade da nossa juventude, da nossa mocidade
que foi tão cedo…. Agora é tarde pro meu desespero

De continuar rindo, e zombando da vida
que agora, nessa nossa idade envelhecida,
zomba e nos ensina a ser homens maduros

Eu tenho saudade da nossa negligência
que apesar de ter sido tamanha e horrenda
quando a fazíamos, o mundo valia a pena

Mas agora, pelo mesmo motivo que rimos,
viemos a refletir, e não é que os dias ao partirem
levaram repartidos pedaços de nossos jovens seres
para a enternidade?

Solitário

Por que voce ri sozinho, eu vou dizer
por que você chora sozinho, eu vou contar
por que você se fecha, com a cabeça entre as pernas
eu sei, você sabe… não quer perceber

Se joga num canto do quarto, choro abafado
soluço cansado… de sofrer, angústia de ser
de ser apenas você, é só isso, ser sozinho

Isolado, carinho, todo mundo quer
mas quem tem hoje, agora?
você bebe as próprias águas d’alma
porque alguém subiu um tom com você

E isso já te fere, porque os solitários,
não ouvem mais os sons da manhã
não escutam mais as vozes
só vagam na própria escuridão

Já não suportam sair de si
já não aguentam mais a luz do dia
ou a voz fria de qualquer um
querendo seu coração

O último dos 18 anos

Meu último dia de 18 anos
eu venho recapitulando
o que venci, as barreias que quebrei
o homem que me fiz

Meu último dia de 18 anos
mais um ano de fortalecimento
de enriquecimento de caráter
foi um passo para ser mais seguro

No meu último dia de 18
eu vejo que nesse período
marcaram a minha vida
resolveram parar para me ver

Os traços que se intensificaram
o carro que dirijo, a permissão pra beber
o prazer que eu me dei sem pedir a ninguém

Meu último dia de 18 anos
é o começo dos 19, onde se eu puder
serei mais feliz, mais guerreiro, mais amigo

Se eu puder ter a chance farei e conquistarei
a liberdade dos 18 outra vez
o reconhecimento outra vez
o olhar outra vez

Mas não porque completei mais um ano
e sim porque eu mereço ser o que sou

Adriel

Adriel Mocellin: À distancia, uma amizade próxima

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Com carinho para Adriel Mocellin, SC, que no dia seguinte a data desta postagem completa 19 anos de vida, mas acima de qualquer data ou número, fecha uma ciclo marcante na vida de qualquer ser humano.

Ao período que passou, agradeço a Deus por em nenhum momento tê-lo desamparado, e que junto com as minhas energias positivas, possa abençoa-lo cada dia mais neste nova caminhada.

Cigana

Quero me apaixonar por uma cigana
me perder nos movimentos de roda
me embrigar no olhar da Rosa
me hipnotizar naquele olhar de prosa não dita

Dizem que cigana é maldita
rouba teu coração sem perceber
nessa dança, no abre e fecha e roda
dos panos e saias e enganos
enfeitiça um jovem homem tonto
a segui-la rodopiando

Ele então vem se suicindando a cada passo
que ela foje dançando….
e quando vai ver só resta
um farrapo humano querendo o prazer
que a cigana na dança
atiçou-lhe o ser

Morreu querendo
feliz partiu, dançando
querendo ela
iludiu-se
mas teve o quis

Uma mulher olhando em seus olhos

A letra do nosso amor

A letra do nome dela
não importa, só o que interessa
cantar pra ti, dizer-te todas as outras coisas
que seus ex’s não disseram

Mas uma coisa boa eles te deram
a melodia certa do amor sério
acabou a brincadeira com o nome paixão
eu te quero com os pés no chão
vamos parar de nos iludir

Vejo dois seres
sérios e firmes
decisos na indecisão
de deixar o mundo pra trás
e partir para a nossa felicidade

Afinal não iremos nos arrepender
não nosso caso, não
não no nosso caso,
de amor…

Meu bem

Meu bem, venha cá
encosta seu corpo no meu
não se acanhe, sei que quer

Venha um pouquinho só
vamos pensar na vida juntos
já que está tristonha
eu te digo

A minha intenção
amar-te, amor
fazer-te, feliz
calar até os seus
suspiros de melancolia
transformá-los em desejo

Porque essa menina acanhada
um tanto tímida, amendrontada
verá em meus braços, segurança
pois eu não canso de ser
a porta aberta para sair da solidão…

Chore por mim

Chore por mim por motivos fúteis
uma ligação que não tocou
uma explicação que nunca chegou
de um problema que a sua cabeça arrumou

Chore por mim, querida
por uma porta que eu não atendi
por um dia que eu esqueci
apenas chore por mim

Vá visitar uma amiga,
diga a ela em prantos que eu não presto
que eu não fiz o que voce julgava certo,
chore, apenas, apenas, chore

Eu sou toda lágrima que de ti caiu
porque nem chorando você me deixou…

Em frente ao espelho

Encaixa os seus olhos nos meus olhos
e a sua boca na minha boca
encontre a sua mão com a minha face
a conduzir meu rosto no encontro de linguas

Aproxime seu peito do meu peito
que de agitos se repelem
cola o seu corpo no meu
unidos por suor e desejo

Entrelace mãos, pernas, cama e poema
a dama que de beleza se ostenta
hoje quer deixar os frescores de lado
e por cima, por baixo e por todos os lados
ser despida e consumida por si mesma
enfrente ao espelho do pensamento

Cá entre nós

Olha, cá entre nós, você tem uma sorte imensa
essas pernas, essas saliências
Olha, você sabe seduzir só em reduzir
seus passos ao passar

Cá, aqui, pra mim, você sabe amar
o seu corpo eu quero, porque…
assim… como dizer…
ah sim! você sabe perturbar
o compasso do meu coração…

Na cama, ou fora dela
cá entre nós, não importa,
você sabe como fazer
e eu gosto de fazer com você
tudo que nas Escrituras recomenda-se
ao homem e à mulher fazer para sobreviver…

Trincheiras

Beijai minha boca com o ardor de ser o último beijo de tua vida
sejas tu minha novamente como pela primeira vez
entregai-te, amor, sem escrúpulos, sem fronteiras
que minha estada nas trincheiras pode ser meu último ato de coragem
tenhas tu a arma de me fazer o homem bobo e infantilmente risonho mais uma vez
a finalíssima e a primeiríssima que eu deixei o tempo levar
o tempo agora permite que venhas regrassar
para que caso eu venha a suspirar, que seja por ti…

Paciência de colecionador

“Ser colecionador de histórias é um plano traçado tão minuciosamente que qualquer palavra pode colocar tudo a perder em cada etapa da operação”

Pessoas precisam se sentirem amadas, se você for capaz de amá-las será o melhor colecionador de histórias da sua região. Ao dar a sensação ao seu autor-instante de que ele é fundamental em sua vida e mais, que ouvi-lo é essencial para ele e para você, terá boa parte dos seus primeiros capítulos a colecionar.

Deixe-o seguro e confortável em sua presença, não o interrompa enquanto ele desabafa e tente entede-lo quando parar. A melhor rede de um colecionador é fazer a sua caça acreditar que você vive da melhor forma possível, entende o mundo dele de forma tão segura e espontanea que parece ser você uma cópia dele, uma imagem-espelho.

Uma vez que assim ele se sinta, chega a hora de mostrar que você também confia nele. Mostre alguns de seus pontos fracos e peça auxílio. Se ele realmente mordeu a isca anteriormente sentirá-se praticamente na obrigação de ajudá-lo.

Chegando no estágio de crença mútua poderá fazer-lhe qualquer pergunta sem medo, criticá-lo, ameaça-lo, seduzi-lo ou dizer-lhe o que lhe der vontade que será ouvido.

Eu adoro a confiança que depositam em mim.

O colecionador de histórias

A vida de algumas pessoas das quais eu tenho conhecimento dariam boas histórias, se publicadas. Não por motivos comercias, até porque para uso comercial seria muito simples fazer-se interessar por uma história. As pessoas são curiosas por natureza, e se a venda fosse o alvo de colecionar histórias, eu poderia facilmente brincar com essa arma de consumo tão natural que eu não seria acusado de nada. Mas dinheiro não é a minha prioridade em obter histórias das pessoas. Não quero vender a vida delas a ninguém, mas sei saborear bem as suas revelações.

Essas vidas formam um bom livro que me distrai sem que eu mesmo perceba, e quando paro para encarar os fatos já li bastante sobre elas, até mais do que elas já ousaram contar a alguém realmente. Mas nada disso é intencional, e por isso não me há culpa ou remorso.

Eu não leio páginas quando o livro quer ficar na sessão restrita. Mas em todos os casos de que me disponho a ler, as páginas viram sozinhas sob meus olhos; e movido pela curiosidade as leio, e me envolvo como bom leitor.

Uma vez passados os primeiros capítulos, envolvo-me a tal ponto que me torno parte da história contada por cada um. Embora em livros normais eu tenha que esperar a vontade de seu autor em me revelar os fatos e desdobrar seus mistérios, nas minhas coleções de contos pessoais posso seduzir o autor-instante a me desdobrar sua vida com tamanha liberdade que me surpreendo.

Vejo-me não em uma cronologia de enredo, mas em mundo embaralhado em que não obedece nenhuma ordem de pensamento. Para os autores de minhas coleções pessoais, os fatos que ocorreram há 10 ou 15 anos – talvez nos dias em que ela se entendeu por gente – serão interligados no hoje e até no futuro próximo que ela espera que ocorra.

Gosto dessa maneira de ler livros – e da forma inovadora em que eles se apresentam – porque não sei o que virá em seguida e não tenho nenhuma pista sequer para montar em minha mente um tipo de desfecho – se é que possui um. Não tenho as suas feições cara a cara para saber como ela demonstra que está ao me segredar pontos que não ousaria dizer nem a si mesma, mas que acaba apoiando-se em mim para assim fazer. Talvez a forma misteriosa é que as faça revelar-se tão rápida e abertamente.

Eu adoro colecionar histórias de vida.

Tentadora

Passos firmes, sorriso frio
entrou no recinto sem cerimonia
quieta como o vento que sopra em meios aos homens
de tão forte presença incomoda os sentidos

Vinha de vermelho talvez proposital, quem sabe
quisesse dispertar no homem o instinto animal
de ver o sangue da presa a escorrer pelo corpo

Enfim disse palavra e esboçou um riso diabólico
tentando o homem a não tentar agarra-la em público
seguiu em frente, rodeou a vítima, beijou-lhe a nuca
arrepiou-lhe as veias, que o sangue circulava explodindo
disse-he ao ouvido palavras que o levaram a perder a respiração
e saiu sem dizer nada, deixando-o contorcer-se de exitaçao

Andanças

Andei pelas ruas chutando latas pelo caminho
às vezes com raiva, às vezes sem sentido

Andei pelas ruas e pisava em flores murchas
que desfalecidas esperavam o golpe final
às vezes as pisotiava, às vezes as recolhia

Andei pelas ruas encontrando pessoas
às vezes sorria, às vezes não as via

Andei pelas ruas, cruzando as esquinas
às vezes olhava para os dois lados
às vezes corria, as buzinas zuniam

Andei pelas ruas lendo cartazes
às vezes pensava em seguir um curso
às vezes não gostava do preço dos sapatos

Andei pelas ruas vendo as vitrines das lojas
às vezes a quem se iluda com promoções
raras vezes me iludia; eram apenas vidros de consumo

Andei pelas ruas flagrando namorados fugidos da escola
às vezes beijando, às vezes tentados à luxuria descontrolada

Andei pelas ruas, os sapatos aquecendo, muitas coisas passavam
às vezes alguns olhares me chamavam a atenção, às vezes nada

Caminhei vagarosamente por muito tempo e o desespero vinha ao meu lado
às vezes eu deixava que ele me passasse, às vezes queria vencê-lo; em vão
Andei pelas ruas, um fato, se alguém me notou, viram-me seguindo em frente….

Traida

Aflita, as mãos no rosto descem arranhando tudo
marcas de unha na minha face, ódio de tudo isso
dessa situação: como pôde passar por mim
segurando pela cintura outra mulher, raiva
choro desenfreada no quarto fechado
eu viajo através do tempo, pensamento
das noites juntos, dos momentos juntos
todo mundo dizendo que ficariamos juntos

Rasgo travesseiros, cobertores, furo colchão
com a tesoura na mão, tremula, rasgo nossas fotos
as suas cartas coloco fogo, o seu anel jogo pela janela
a roupa que voce me deu vou queimar num ritual
abominavel praguear a sua nova relação

Traida, mulher doida que queima de remorso
por não ter aceitado o conselho da amiga que
pareceu sórdido de larga-lo enquanto fosse tempo

Xingo-me de todos os nomes possíveis
cabiveis na minha mente descontrolada
vou pegar os frascos de perfume que eu usava
em nossos encontros para estilhaçar o aroma
bom e suave, gostoso e intrigante
em que o seu desodorante se mistura
quando nos relacionavamos
apaixonadamente

Recupere-se amigo

Desculpe a emoção hoje
ao lhe ver lágrimas vêm aos meus olhos
desculpe se elas transbordam aos poucos
é inevitavel conte-las

Aprendemos tanto juntos
toda vez que eu lhe olho lembro
dos socorros que me prestou

Tenho certo receio que me veja assim
pode confundir emoção com desespero
mas entenda que você foi a base que me sustentou
durante tantos e tantos problemas
e ao lhe ver não posso apagar da memória
todos os dias que durante horas
você veio me ver e se prostar
ao lado de meu leito
a incentivar que eu lutasse
que tudo nessa vida teria jeito

E consumindo cada raio de esperança
que você ministrava com carinho
levantei-me aos poucos
fui deixando de lado a visão de inválido
porque você equipou o guerreiro em mim
com as armas de confiança
somente doadas pela amizade

Partida II

Preciso da sua presença hoje
com o calor da sua mão
com a respiração espantada
por ter ouvido uma noticia
atrapalha ao dizerem que fui embora

Preciso te pedir algo
segurando sua mão firme
olhando no fundo dos seus olhos
e implorando sem palavras
fique?

Mas voce, em resposta muda,
desprendeu-se da minha mão miuda,
virou-se sem dizer sentimento
e por um momento pensei que
era mentira, que voltaria pra mim,
mas partiu….