Motivo de felicidade

Voltei a escrever poema para registrar a saudade do tempo em sonhamos juntos
Escrevo hoje para manter acesa a chama de acesso ao coração
que o tempo jamais fechará as portas para você

Voltei para dizer o quanto lhe admiro e quanto me realizo ao te ver vencer
Acredito profundamente que palavras não expressam com fidelidade as batidas acelaradas de um coração
mas aceito, com convicção, que estas mesmas palavras possam preservar o momento:

Este momento de transição, não do menino que cresce, nem do escritor que amadurece,
mas do tempo que nos rege a preservar aquilo de que abraçamos como verdade,
e quero que saiba, nessa madrugada, de algumas verdades já anunciadas com sutileza:

Somos amigos porque escolhemos o afago da bondade
Somos poetas porque aceitamos o aconchego das palavras
Somos irmãos porque aceitamos o abraço do sentimento

Mas acima de tudo

Somos transparente porque as máscaras não duram
Somos honestos com nós mesmos porque a mentira não se sustenta
Somos sinceros porque tudo que se camufla é descoberto

E eu te amo, e vou continuar te amando
Porque te quero por perto
Porque sua ausencia faz falta a mim
Porque o seu sorriso e a sua alegria me movem
Porque a vida só tem sentido quando fazemos alguém feliz

É sempre um motivo de alegria ter os seus retornos
Quando o cansaço parace me vencer
Quando tudo conspira ao pior
Quando eu pareço enlouquecer

Então você vem
com o mesmo semblante límpido
mostrando que a vida é linda
e que não há batalha longa demais
porquanto você sempre faz meu mundo renascer das cinzas…

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Mais uma vez a Gustavo Stresser por motivos:
Ser um amigo excepcionalmente incrível.
Ser um poeta acima de qualquer crítica.
Ser um homem cheio de bons sentimentos
E mesmo que até este recado seja um poema
Reafirmo que nem mil estrofes, nem dois mil versos
Seriam suficientes para as insuficiencias dos meus obrigados.
Você é o irmão mais novo que eu nunca tive, e que quero proteger sempre.
Começo fortalecendo primeiro a alma, para que os abalos da vida sejam pequenos.

Poema de aniversário

Desculpe se eu não pude esperar, mas a inspiração chegou agora
Não sei se amanhã terei a mesma ternura para lhe escrever.
Se você gosta ou não de aniversários, não sei
Há quem prefira esquecer, há quem ache a experiência bem-vinda

Bem-vindo à categoria de poemas de celebrações
Junho agora eu marco no calendário
todo dia vinte e oito será esperado para lhe cumprimentar

Meus cumprimentos pelo comprimento de sua lista de qualidades
Por deixar seu registro nas inúmeras artes que compõem o espírito
São poucos aqueles que estão vivos capazes de desenhar, tocar,
pintar, escrever, encantar, sonhar e cativar as pessoas tão rapidamente

Seria quase uma ironia se eu me contentasse apenas com um poema simples
feito de palavras simples para o feiticeiro das letras que, de tão jovem, envolve,
por ser ainda menino com a firmeza no pulso digno do mago das artes.

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Pelo décimo sexto aniversário de Gustavo Stresser. Um poema cheio de palavras simples e sentimentos complexos que não se descrevem nem em prosa, nem em poesia, mas se faz presente em uma admiração respeitosa e profunda, desde o dia em que eu lhe conheci, e recebi um grande presente, que agora tento retribuir em uma dose tão pequena.

Frascos cinzas

Aroma de saudade
com fragrância que
arrepia a pele

Sem custo estimado.
Embora se conte primaveras,
nada se compara as tantas Rosas,
que partidas, deixam seu cheiro.

Em um dia do ano, a doçura prevacele,
entorpece os sentidos com a química
e o odor da solidão.

Recipiente que guarda cravos apodrecidos.
Com o passar do tempo vira apenas embalagem,
que a todo instante nos resta contemplar.

Frasco fragilizado pelos anos idos,
cheios de doces lembranças que predominam
às amargas de uma vida complicada,
após a decantação do tempo.

Conto de fadas

Se tudo o que me resta são as palavras
Eu corto, eu rasgo, eu despedaço sua alma
eu atiro, eu faço feitiço e amaldiçoo sua carne

Se tudo o que me resta são as letras e canções
não farei sequer mais um poema de amor
Estraçalho, reinvento os atalhos, quebro os pratos,
praguejo alto seu sofrimento

Se me resta apenas estas armas tão simples, tão sutis,
que eu não posso sequer lhe fazer sangrar,
Enveneno então a sua vida por dentro
só para lhe fazer chorar

Rasgue os meus bilhetes
jogue ao fogo minhas cartas
que os perfumes delas acinzentadas
possam fazer das laberadas, fogo alto

E do auge da sua dor, a minha vida, crucificada
para que eu ressurja para um novo amor, que não virou
conto de fadas

Clichês de amor

Cansei dos clichês dos poemas de amor:
A mesma ótica sofrida, o mesmo olhar maroto,
os mesmos lábios mortos, o mesmo semblante vazio

Poemas de amor sempre carregam em si, na verdade,
um sofrimento sem sentido – irracional o humano –
– que de poemas de amor chora um romance sequer vivido

A dor de querer alguém, de esquecer uma paixão,
Separações de vidas sempre geram um poema de amor
E o engraçado do poeta é que até hoje não li nada,
em absolutao, que desfaça a parceria de amar a melancolia…

Então, no ápice do sofrer aquilo que não se tem,
ou o que se tem, e não se entende, vamos chorando
em versos, em cima de cadernos, sufocando nossos sentidos

Gostaria de saber um novo sentido para poemas de amor,
cansei dos clichês do sofrer de amores, afinal,
eles não servem para nos garantir um sorriso?
Por que poemas de amor sempre são regados às lágrimas dos sofridos?

Banco dos réus

Condenem este homem se assim quiseram em pleito,
mas me cabe lembra-lhes dos feitos bons de quem um dia erra:
Da generosidade tão simples da palavra amiga quando preciso;
Cabe a mim, agora, com a palavra, defender quem na vida peca…

Quem pudera o homem não errar mais,
quantas vidas seriam salvas e quantos ancestrais
dariam graça sob o túmulo.

Quem dera a balança dos acertos fosse a mais pesada.
É com pesar que vejo no mundo condenações precipitadas
de sujeitos tão corretos em outrora.

Quem dera dessem juízo a quem tanto julga,
a quem tanto cobra, a quem tanto pune.
Não, não o deixe impune de seus erros,
mas o sentencie com cautela.

Saibam que cabe do justo recurso,
Que os habeas corpus da alma são facéis de conseguir
Porque se o homem decreta prisão daquele que nada fez
Deus age em nome de quem não deve pagar por falsos crimes.

Papel de seda

Amizades que duram pouco tempo são páginas de decalque
que você põe em cima da imagem e levemente deixam marcas
São desenhos simples por cima de uma vida complexa
são toques sutis onde só se via trevas

Papel de seda que hoje resolveu brincar comigo
ameaça rasgar os contornos que surgem
um esforço que seja, papel de seda não é imune

São artistas que chegam na nossa estrada
e contornam os limites do nosso ser
para, quem sabe, em um trabalho, na arte de conviver
fazer realmente um desenho simples, de contornos simples dos dias
que no final da vida, vão me abastecer de sentimentos finos…

Recordações

Recorde os acordes de meus sentimentos
que sempre estiveram atentos aos seus sentires
Busque os fatos de minhas palavras doces
que buscavam nas suas dores um conforto

Lembre-se de meus versos sinceros
quando dizia que lhe queria por perto
em minha vida

Recorde, o mais importante, mesmo que não lembre dos nomes,
das datas e dos acontecimentos, tenha essa certeza novamente:
No passado ou no presente eu quero te ver contente e lhe declarar
que eu te amo além dos tempos….

Segunda pessoa

– Se me deixares, não te permitireis viver
porque sem ti a cantar a mim, nada vai prevalecer
farão falta os teus ares, e as tuas saias em rodopio
farão falta os teus olhares, e as tuas maestrias em desalinho

Se partires, cigana vivida, hei de perseguir-te, para que nunca mais ouse
cantar e beber a quem te pedires, senão a mim apenas, o seu último fregues

Se me permitires, desta tenda farei nossa moradia,
quem sabe até moradia fixa, se quiseres,
eu repito, constituiremos família…

– Pares de sonhar, jovem aventureiro,
estou a entregar-me apenas junto aos travesseiros,
quando partires, meu corpo se desligará do teu e
a magia de cigana te libertará novamente aos teus

– Como podes tal blasfêmia mulher!
nunca mais repitas isto, casa-te comigo e verás
se não serei o melhor homem a te despir o íntimo!

– Solta-me e vá, se retores daqui a três dias serei tua
– Ora, e como hei de viver três dias sem ti?
– Serás este o combinado, se conseguires, terá a mim pela eternidade
– E se fugires?
– Cigana não mente com amor. Estarei exatamente aqui. Toma, leia daqui três a dias

…

Caro companheiro,

Se bem estás agora, não lembrarás de mim.
Sou cigana astuta e te sequestrei de amores.
Em minha tenda nos amamos ardentemente em uma só noite
Motivado pelo meu corpo e minha dança, dizia-me sempre
que voltarias e deseja-me a mão

Não falavas sequer meia frase em segunda pessoa,
mas bastou-te me possuir, que desenfrado falavas;
não sei se isto te  és um dom, mas procuras saberes a fundo;

Como sabes, agora não te recordas de nada,
será melhor assim para ti, teu lugar não é em tendas
mas em tendas sabes amar como ninguém

Rosa

…

– Mais um homem tu fez feliz hoje Rosa
ele saiu daqui acanhado e triste,
mas em teu corpo via-se energia em abudancia

– Eles vêm e faço meu papel, Margarida
alías, traga-me mais papel de carta,
preciso preparar mais destes versos para os próximos…

O Contador

Em tudo o seu nome está.
Você é parte viva do meu dia.
Quando acordo, depois de abrir os olhos,
um pequeno instante já basta para trazer você a mim

Se levanto, aos suspiros de resignação pela sua ausência,
deparo-me com a minha imagem ao espelho se perguntando
se essa expressão sem graça teria um sorriso aberto

Se vou à mesa para o café da manhã
pergunto-me se você não levantaria mais cedo
e me aguardaria com o sorriso aberto de bom dia

Mas apenas o café do dia anterior encontro
e um pedaço de pão que deixei de lado no dia anterior
pelo mesmo motivo de fraqueza

Um banho gelado no começo de dia frio
não é capaz de me desligar da ideia
de que ter você aqui o transformaria em calor

É hora de mais um dia de trabalho;
Seria muito mais fácil se eu pudesse
pegar o carro ao seu lado passando para te deixar

Seria muito menos complexo suportar o tédio
do mesmo serviço matemática de ser contador
E hoje é semana de declaração de imposto de renda

Seria muito menos tributos sentimentais a declarar;
O leão me consome por dentro e por fora;
seria muito mais justo se eu fosse isento de amar;

Mas a receita que me aguarde, quando eu lhe encontrar
entrarei com pedido de reajuste comprando cada vintém
com juros e correção por tempo de equívoco

Mas isso só posso pedir com posse de você,
enquanto o meu comprovante não chegar…
Resta-me a contabilidade e a realidade
de ser contador de histórias

Desabafo

Eu então me arrastei para cama como há muito não fazia por alguém. E fiquei me perguntando porque certas coisas fogem de nossas mãos. Se era questão de sorte ou azar, não sei dizer. Mas amores sabem que doem, e nós sabemos que vai doer. Insistencia. A palavra que não compreendi, o carinho que queria e não me é dado.

Não há de chorar as minhas lágrimas quando sabem que é por você que correm. Não permito mais. Em absoluto, percebe-se em mim um não sei o que de autoflagelação corriqueiro daquele que sabe ser romântico sem deixar de sofrer. Então há de ficar ali. Na noite. No vazio, silêncio.

Suas palavras voam em minha mente como ondas saturadas pelo sal, sob o sabor incostante das incertezas e, pode-se dizer, da pura burrice de se entregar a quem já disse que não cabe amor algum. Mas bons minutos pensando em você já basta. É a necessidade de sentir você comigo.

Levanto-me. Suspiro profundamente. Bom, por hoje já tomei você. Entorpeci-me. Vou viver minha vida. Vou dar um basta nisso. Esquecer de quem somos, pois nada mais importa. Não dá. Lutar contra o que sentimos é sentir que nos enganamos. Se alguém tiver uma saída, por favor, não me ensine o caminho. Porque, embora eu viva essa loucura, ainda assim é melhor do que me esquecer do seu doce veneno de amor.

Saudade II

Tenho saudade do seu sorriso, do jeito e de como me tratava
tenho saudade das suas palavras e de como elas me faziam rir
Sinto falta das suas filosofias de vida e das suas manias disfarçadas
e, sobretudo, dos seus conselhos de madrugada

Tenho saudade das suas brincadeiras exageradas
e do seu silencio quando me ouvia, tenho saudade, no entanto,
de aprender a sentir saudade no instante em que você não vinha

Tenho saudades de tempos não muitos distantes
em que o segundo tinha intensidade de uma hora
mas tenho saudade, e quanto, de quando você contava que me adora

Tenho saudade até de te dizer o básico, o “olá” sem compromisso
o “Deus te proteja, menino” no final das conversas incríveis
mas tenho saudade, de um todo, quando eu resumia tudo
dizendo “Eu te amo”

O carteiro

Poesia

Minha amiga que cruza as pernas
que arruma o cabelo, que pinta as unhas

Poesia

Que se maqueia, escova os cabelos e sob o salto
de minha alma, que é um palco para a arte

Poesia

Que veste a camisa e a abotoa.
que calça o sapato e penteia os cabelos

Poesia

Que se perfumam, que pede conselhos aos amigos
que são inseguros, nas icógnatas um do outro

Poesia

Que me cabe a fobia de ser humano
de ser homem, mulher ou a natureza

Poesia

Que me faz oceano e animal,
um passáro a alçar o céu

Poesia

Minha sendo de alguém, ou de alguma coisa
na edificante profissão: Carteiro de sentimento

Segundos

A nuvem preguiçosa não andava no céu.
O menino não chutou a bola ao gol.
A noiva que não vestiu o véu.

Meus pés que não caminharam ao trem
A pena que não escreveu a  carta ao amor.
O amor que não beijou a boca que o esperava.

O número que não calculou a forma matemática.
A força que não foi aplicada ao corpo em queda.
A bailarina que não terminou o giro no ar.

Tudo parou, e eu, até de respirar:
Não consigo viver mais nada a partir da data
que você deixou de ver….

E os meus olhos, lacrimejados,
não deixaram cair a lágrima que você provocou…

Segundos agora são horas,
horas viraram dias; Semanas, meses.
Meses viraram anos, e os anos….
Não passam mais.

Maldição

Cedido por Gustavo Stresser

 

Não caberá mais ao mundo mulheres sedutoras
senhores imponentes, de gravata e maleta na mão
Não se fará mais analogias entre sereiais e seios
nem entre animais corpulentos e os homens sedentos de sexo

Será?

A capacidade da mudança, da lei das adaptações:
Será que enfim chegamos ao limite
como uma artéria que se rompe após anos sofrendo?

Que monstro ancestral ressurgirá depois dos tempos
para nos mostrar o fim das eras, de tudo que temos vivido?
Quantos de nós morremos todos os dias para alimentar
a genética grotesca da destruição certa?

Será?

Quantos de nós, homens, mulheres, animais
seremos necessários na fusão do caos
Qual será o nome da besta que nasce
pela nossa falta de senso?

Quantos incensos serão acesos,
quantas velas derretidas rogando perdão,
quantos homens e mulheres chorarão
ao ver o que não deixava de estar em nossa face?

Será?

Que apenas o que andamos construindo por todo esse tempo
não tem apenas uma forma diferente daquilo que pensamos?
Será que toda criatura e todo o caos horrendo
têm mesmo objetivo de destruição?

Será?

Que a nossa mente fraca não pode mudar de opinião
que os nossos corações não podem aceitar o novo
e deixar de julgar aquilo que é torto,
chamando de maldição?

Será que não?

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As percepções deixadas pelo autor do poema sob a ótica expressiva do autor da ilustracão condiz com a subjetividade de dois mundos que se conflitaram em pensamento artístico, talvez, para que pudessem, juntos, imprimir uma terceira ótica de arte, em um campo misto criado por duas mentes criativas.

Gaveta

Biscoito na boca
uma mordida amena
café na mesa
pão, deixo de lado

Quero o gosto simples
da vida simples
das bolachas de água e sal

Quero olhar a janela despreocupado
ver os pássaros divindo as migalhas;
quero um sorriso manso no canto da face

Quero pensar em quem não pensa em mim
e escrever a quem merece, quero o café
o preto sábio que senta na esquina

A filosofia de vida das pessoas sem instrução
quero aprender a pedir, e a implorar
sem me sentir desconfortável
como a quem pede a um amigo conhecido

Não sei dos direitos e dos deveres cívicos
não me importa sequer o emprego digno
quero apenas passear pelo mundo

Fazer um amigo aqui e outro lá
viver da camaradagem alheia
das doações de quem aprendeu
que viver feliz não depende de nada

Que poder conversar no portão de casa
não é coisa de mulher desocupada
quero aprender a cantar músicas inventadas
lavando roupa suja

Quero a fúria dos meninos de rua
que não têm sequer vontade de aprender
quero a pipa no alto

O astral que vaga, e oscila
eu quero a rima livre
quero falar o que me vem à mente
que saiba, simplesmente, eu escrevo a você
sem intenção de lhe entregar carta alguma

Bom dia gaveta, tens mais uma carta pra guardar.

Os tripulantes

Seja qual for a denominação,
Se EJA, PROEJA, CEFET, NACES ou IFF
As nomeclaturas só fazem jus ao tempo
Somos, na verdade, Aprendizes Artífices
da educação que hoje buscamos no Instituto

Seja qual for nosso segmento,
Se Educação de Jovens e Adultos
Ao mestrado dessa embarcação
Somos, na verdade, meros tripulantes
Navegamos por mais de cem anos
Não nos deixando abater pelos conflitos
que as simples mudanças de nomes começam a fazer

Seja qual for nossa função,
Se estagiário ou funcionário anfitrião
Não nos importa a condição,
É preciso, acima de tudo,
zelar pelo serviço com convicção

Seja qual for nosso visitante
Se presidente ou pessoa sem instrução
É preciso tratar a todos com respeito
Não será um título ou uma faixa no peito
que fará do nosso atendimento um jogo de poder

Quem sabe, e estamos aqui para isso,
Contribuir para o desenvolvimento pessoal
deverá ser nosso vício primordial,
quem hoje entra aprendendo a ler
deve sair daqui multiplicando o saber
para que assim os slogans tenham mérito

Fazer parte dessa história não é se vangloriar
Somos pequenos grãos de areia construindo a sociedade
Somos o canto da sereia, que deve entorpecer o cidadão
a procurar ser formador de opinião

Mas a nossa maior missão é compreender
que um dia o barco chega ao seu cais,
que haverá outros tripulantes a subir,
e que os grandes senhores dos mares
devem descansar, um dia…

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Para todos e todas que contribuiram e consolidaram o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense, como um ícone de desenvolvimento social do interior do Estado do Rio de Janeiro. O que se faz presente, também, com o reconhecimento internacional, pela capacidade e empenho de todos e todas que o move em benefício da Educação.

Em especial, agradeço profundamente, aos servidores – em todos os níveis – que contribuiram, contribuem, e aos que virão a contribuir, com a área de Jovens e Adultos. É preciso ter o compromisso de mudar o país, buscando elevar o grau de instrução daqueles que são pilares da sociedade, para reforçar sua estrutura, e não somente aqueles que já se encontram em outros degraus de aprendizagem.

É necessário deixar de lado os interesses pessoais e coletivos quando estes não são em nome da educação, mesmo que de forma mascarada. É preciso falar de ética, moral e bons costumes, praticando-os. Não importa quem contribuiu. Os nomes e as pessoas se vão, o que realmente importa são os benefícios decorrentes do trabalho correto.

Por nada nesse mundo

Ainda que seus olhos sejam olhos de menino
Ainda que seus desejos sejam sufocados ao vazio
Nada nesse mundo diminuirá o seu valor
Nada nesse mundo amenizará o meu encantamento

Ainda que seus pensamentos sejam confunsos
Ainda que o seu ferimento, sobretudo, te confunda
Nada nesse mundo afastará de mim sua candura
Nada nesse mundo mudará minha postura

Ainda que ninguém perceba sua beleza
Ainda que ninguém lhe exergue com clareza
Nada nesse mundo calará sua nobreza
Nada nesse mundo, tenha certeza, te fará menos meu

Nada nesse mundo afastará o que é seu
Nada nesse mundo apagará sua labuta
Nada nesse mundo afastará você de mim
Nada nesse mundo derrotará o vencendor

Por nada nesse mundo eu abro mão do amor
Por nada nesse mundo eu farei sofrer um apaixonado
Por nada nesse mundo eu brincarei com o culpado,
Por nada nesse mundo eu o criticarei por ter roubado meu coração

Meus sentimentos

Com licença,
pare um minuto,
pense comigo um instante

Todos nós temos sentimentos:
Ansiedades, medos, alegrias,
paixão, tristeza, angústia,
fraquesas humanas, decepções,
renuncias que agitam nosso peito

Perceba os impulsos fortes,
os lampejos de desejos que,
de uma hora para outra, mudam

Isso é ser humano:
Do leste ao oeste
do norte ao sul
De católico ao islamita
do brasileiro ao Vietnamita

Não importa sua localização,
religião, casta ou classe social
não importa se você adora um Deus,
MultiDeuses, se você é de outra constelação

O que importa são seus sentimentos:
Não os camufle em crenças, situações, opiniões
Os tenha em suas mãos, controle-os, sinta-se

Veja que pode deixar de sorrir e fingir chorar,
que pode sentir raiva em vez de alegria,
note que você é capaz de controlar o que vê e ouve
perceba que cabe a você essa vida, a sua vida

Tenha o controle, seja você, reconheça-se
admire-se, ame-se, apresente-se a você
Sinta-se, toque-se, olhe-se ao espelho

Descubra-se além do que dizem ver
seja, sobretudo você, esqueça o mundo
Seja você, o seu próprio ser
sinta o poder fluir em você
Viva você, respire você

Acalme-se, pois o mundo, o mundo,
sempre tentará fazer de você
boneco de vudu, em todos os sentidos
e as armas para isso são tantas e as mais absurdas,
às vezes, sem escrúpulos

Considerações

Vejamos, algumas considerações:
Têm noites que não se tem nada
e quando se acorda, tudo lhe é entregue

Têm dias que você não conta sequer contigo
mas há dias que pessoas se encarregam de mim
Têm dias que sorrir parece impossível
mas há dias que deixar de rir parece incompreensível

Têm dias que conselhos não lhe brotam na alma
mas há dias que pedimos, e não ouvimos;
Têm dias que ouço seus apelos,
e dias que apelo para ficar mudo aos seus pedidos

Mas acima disso tudo, hoje eu escrevo por uma questão:
Têm dias que os amigos não podem lhe dar a mão;
e não é todo dia que encontramos uma nova consideração

Oração do lar

Há outra energia aqui
há estranheza no recinto
no meu lar, eu não permito
jamais será bem vindo
o ódio e a inveja

Eu não permito que entre o mau
ficará do lado de fora até se purificar
na minha casa não entra nada que não seja divino

Quero a graça da vida no meu aconchego
E quando eu precisar deixar o lar
que ele jamais fique desprotegido
deixarei as portas fechadas, as janelas trancadas
para todo e qualquer ritual maligno

O coração que profetiza minha destruição
sentirá o aperto da mão de Deus tentando a cura
na minha vida de luta em momento nenhum serei alvo
nada me atingirá em nome de Cristo

Proteja e espana, afasta toda e qualquer alma
que pense, aja ou planeje minha derrota
porque nenhum negativismo importa
quando tenho a mais potente das luzes

Apaixonado imaturo

Desculpas já não cabem mais ao sol do meio-dia
eu ainda não esqueci das suas críticas naquela noite vazia
Vazias foram suas palavras acusatórias e infundadas
há tantas coisas e tantos caminhos em trilhas erradas

Já não me cabe o perdão ou o perdoar
só me basta o sabor do pão e do café preto a gelar
Quem sabe em outra encarnação não fui eu a te maltratar
então porque exige perdão se eu mereço agora chorar?

Sorria se eu te deixar, sorria
seja sarcástico, me mostre a graça
de ficar se iludindo achando que vai me esquecer
quem sabe assim você não sobreviva sem mim

Quem sabe assim você cante essa canção no futuro
e ache graça das suas desgraças de apaixonado imaturo?
Quem sabe agora você possa rasgar as cartas perfumadas
se livrando de aromas envelhecidos que já não lhe dão mais o ar da graça?

Grãos de areia

Minha felicidade não está com ninguém
nem a sua, nem a de qualquer outra pessoa
somos armários desarrrumados, revirados,
pessoas desorganizadas sentimentalmente

Não adianta querer encontrar seus sentimentos
na bagunça alheia, entenda de uma vez por todas:
Sempre foi possível arrumar nossos grãos de areia

O que acontece com os desgostosos do amor
é simples e compreensível: Acham que encontraram
a felicidade e abandoram a dor, apenas misturando
duas gavetas cheias de arquivos

Quando um encontra o pedaço de outro
acha que é seu por direito adquirido
é como achar a agulha do palheiro
e começar a disputar por isso

Sejamos racionais uma vez na vida
ou arrumamos nossa bagunça emocional primeiro
ou seremos sempre escravos de nossas armadilhas

Por amar demais você

Desculpe os sinais vermelhos das paradas de transito
desculpe os telefonemas sem retorno e a caixa de mensagem
lotada sem resposta, sem ligação pra dizer que estou bem (sem você)

Pelo menos por enquanto, enquanto me preparado para crescer
preciso depender menos de você e do seu amor, não quero vício
toda droga causa prejuízo, embora seu amor não seja uma droga, eu digo
Limito-me apenas a declarar que amar demais você não, não
amar demais você é me matar quando você não está

Super-herói

Quero substituir seu amor por outro
porque já cansei de chamar seu nome
já não dá mais pra suportar a distância
é difícil decidir quão tamanha é minha paixão

Quero trocar o personagem de meus pensamentos
já não quero sonhar acordado com os meus sentimentos
todos entregues a quem não se esforça por mim

Quero um novo nome pra soletrar
pra rabiscar nas folhas de caderno
quero outro nome pra suspirar em versos

Mas se duvidar eu terei pesadelos
se duvidar meu novo amor corre risco
e você estará lá para salvá-lo
então me apaixonarei novamente
pelo meu super-herói