Evidências

Meu amor em evidencia
eu vou colocar só pra você
Mesmo que de tanto amor
todos percam a paciência
por tanta inveja de assim ser

Que a nossa luz não se apague
seja onde for, que nosso sentimento
não se abale, não diminua esse calor

Sejamos nós sempre o exemplo
do que esse sentir é capaz,
mesmo que se despir seja a única razão
de tantos outros casais

Que o nosso encontro seja de fraternidade
ensinaremos a outros tantos esta arte;
Capaz de mudar nosso espírito,
aumentar nosso bem-viver

De que quando dois mundos se encontram
não é preciso mais nada, nenhum acordo,
não há briga nem desgosto, nem casamento em fim de tarde

Nossa festa, nosso celebrar não é material
não precisamos ostentar o que nos é banal,
mas que se veja nas nossas vidas, nos nossos olhos e ações,
dois seres evoluidos e felizes, provando o sabor de várias paixões

Desta vida, de outras vidas,
outras multiplicações, que nosso amor em evidência
não termina em separações

Nem nesta vida, nem na próxima,
como não foi na anterior e nem antes dela,
pois as nossas almas se completam
desde as primeiras encarnações…

Poema verde

Vem correndo pra mim
que eu acordei pensando em você

E não dá pra explicar o que eu pensei
antes de dormir, o que desejei com você

Tira de mim meus melhores versos
que eu espero por um fim nos meus erros,
nos meus enganos antes de te encontrar

Tira de minha imaginação
seu olhar inquietante
que em nenhum momento,
deixou a minha mente,
que já insconsciente…

Entregou-se ao sono
vencida pelo cansaço…

Permita-me que eu te fale,
que se não fosse tão tarde,
eu ainda estaria aqui

Tira de mim meus melhores poemas
minha criança pequena, meus versos maduros,
cairam já ao mundo, jogados ao vento.

Agora sinto brotar um poema verde
que não sabe a sede que tem de demonstrar,
mas eu não sei construir, eu não sei o que dizer,
se a experiencia que eu adquiri
de nada se aplica a você

Desconhecido

O desconhecido é saudável.
A esperança brinca com a expectativa
de que você, meu querido, muito mais que isso,
mero esperar, seja realmente vivido

E mesmo assim te quero,
– sem te conhecer por completo –
E mesmo assim te quero,
– mesmo sem motivo para o querer –

Quem me dera assim dizer, que a aposta
– a nota de confiança que bati na mesa –
Quem dera ela me desse certeza do que desejo

Mas mesmo assim eu almejo
que as notas que joguei
me deem a vitória

A glória de ter vencido o medo,
o simples bloqueio de ser feliz
desde o primeiro dia

*Adbeel

Atemporal

As nossas ideias escorrem entre os dedos
que de todo jeito manipulam instrumento que escreve
não precisa ser lápis, nem caneta, nem giz de cera na caixa
são simplesmente nossas mentes que borbulham
e ascendem para acender a fagulha dos nossos pensamentos

Aos iguais – em verso e prosa – sem poesia ou com –
– condem as rimas ou não! – somos todos parentes da ficção em algum momento.
Transmitimos o que nos chega n’alma – talvez na calma ou na agitação!

É o viés que temos,
pois pela sorte do mundo em que vivemos
podemos semear devoção,
àquilo que todos nós reverenciados, as palavras!

E a elas nós damos força
ao atingir rapaz ou moça
que nos lendo, emocionam-se,
cada um a seu modo

Companheiros, – traduzindo nossos sentidos –
sentiremo-nos imortais, perpétuos em nossos escritos,
estaremos sempre vivos para demonstrar que, por aquilo que acredito
– as palavras, meus amigos – os nossos gritos escritos de pacificação
são atemporais.

*Para a Academia IFFense de Letras

Mudei de inspiração

Não são mais teus olhos
azuis-esverdiados que me cativam
tão pouco tua pele branca feito a neve
que tu gostas

Arrumei outro amor que me agrada
e nestas linhas estarão segredadas
as minhas novas intenções

A nova fase de meus versos
que teus foram um dia,
respiram hoje novos ares

Não é mais tua boca pequena
nem teu corpo singelo que me emudece
e que para mim se traduzem em poesia

A nova fase de meus versos
que teus foram um dia,
respiram novos ares

Não são mais sequer teus calcanhares
que me fazem perder meu tempo
pois hoje, mais atento, dou valor
a outros rapazes

Não são mais para ti as minhas rimas
que um dia enganadas foram pelo amor, ludibriadas,
a acreditarem em mim

Preservação da espécie

Quero eu preservar você por inteiro
para que essa candura não se perca
e se perpetue em seu convívio

Quero protege-lo dos traiçoeiros
e avisar das armadilhas,
quero ser seu guia
um dia inteiro

E guardar os seus valores bons,
os seus carinhos, pena não conseguir
produzir sentimentos em laboratório

E te pegar no colo, e te levar pra casa;

Ao menos em cativeiro, sob meus olhos,
tentarei o que for possível para aprender com você
a reproduzir amor

Eu sei que bicho-homem não tem mais jeito;
Já perdemos a esperança;

Mas quando, por alguma razão,
a natureza funde homem com anjo – talvez um por século –
eu espero que esse ser sobreviva

O que me instiga a acreditar no seu dom
de também ser poeta, artista, desenhista,
e conviver com os homens por um mundo
senão melhor, pelo menos bom…

Mil olhos

Eu quero fazer um mosaico das suas fotos
para contemplá-lo em preto-e-branco, amarelo e vermelho
para te ver da infância à velhice, do sorriso ao choro

E fazer poemas com as suas nuances, seu tom de pele,
seu cheiro de verniz, quero o apodrecer dos anos,
das fotografias cheias de vinco, e dos vínculos de atriz

Quero ver seus olhos abertos de alegria, iluminados sob o sol
e a saudosa maestria, por tanta nostalgia, te admirar dormindo um sono profundo

Quero nesse momento demonstrar que você não é foto de cabeceira, mas que incendeia de lembranças
e por isso, criança, eu quero colecionar as suas imagens na minha sala de jantar, porque enquanto degusto o alimento
recebo amigos em casa, faço festas, cerimonias e encontros, abaixo dos seus olhos quero sempre estar

Para que na eternidade da sua imagem, você perceba que eu nunca te traí, mas que os seus mil olhos
-fechados ou abertos, sorrindo ou chorando, iluminados ou tristes –
possam me condenar, se um dia eu ousar tal feito, e que a dor consuma o meu peito
de remorso pela culpa por um dia isso cogitar

Coisas de colegas

Quando você não me disser coisas chatas
para me poupar das tristezas da vida, minha vida
a minha, não terá sentido

Preservar um amigo do sofrimento de outro,
é atitude de colega, meu caro, e não raro,
essas amizades maquiadas terão um fim raso,
por mais nobres que forem as nossas intenções

Não é problema trazer problemas aos amigos, (aos amigos!)
o que nos falta é confiança da lágrima corrida, ou a gente aprende a secá-la
ou será corrida a nossa tentativa de companherismo, e ainda mais sofrida
a amizade perdida pelo caprinho da ironia….

Da ironia de querer ser amigo, e ter atitudes de colegas,
buscando mostrar apenas o que nos interessa….

Ser amado

Eu quero te fazer feliz, mas não sei como
eu não sei se canto, ou se me torno comico,
para te fazer sorrir, em vez do pranto

Eu quero tudo que estiver ao meu alcance
para que você toque a felicidade.
E eu quero tudo de bom nesses olhos quentes
e fazer diferente nos seus lábios frios

Eu quero, acima de tudo, ser um companheiro,
acima de tudo, o primeiro que te deu tudo o que você merece,
mesmo que você diga que me esqueceu no futuro…

Eu serei sempre o sortudo que lembra do passado,
cheio de amor, e no seu atual dissabor, aquele que soube ser amado….

Entre poetas

Tudo o que você escreve me emociona
mesmo com o olhar, mesmo o sentir
tudo o que você faz me encanta
mesmo na tristeza do seu pranto

Porque eu acredito no que você sente
eu acredito piamente nas suas conclusões
e mesmo, mesmo, que nunca se entenda isso
bom, meu amigo, nem para tudo há explicações

Mas eu confio no que você escreve
é palpável, é perceptível

Você me traz pra dentro do poema
mesmo sem vírgula, mesmo sem rima,
mesmo sem métrica.

E não há analogia que contemple
todos os sentimentos adjacentes
que você grita ao meu coração;
E não há antítese que cale, que emudeça
aquilo que eu tenho certeza que é paixão.

Medos

Sabe o que me dá mais medo?

Não é deixar de te amar,
perder sua amizade,
nem brigar com você.

Não é ter pesadelos,
nem te ver morrer em meus braços,
e nem te ver com outro passando a meu lado

Não é nem te dar um soco em momento de raiva,
e nem te ver sério quando eu quis fazer graça,
e nem sequer ir ao seu velório

O que me deixa com medo,
e com receio de não suportar essas coisas da vida,
essas coisas fatídicas,
seria nunca ter lhe conhecido…

Por ti

Músicas têm me embalado
sentimentos tem pulsado,
seu sorriso encantado,
deixa-me encabulado

Sua palavra tão serena
entorpece-me, envenena-me,
e minha mente tão ingênua,
tem salvo o seu nome em minhas senhas

Seu olhar tão querido,
tem me visto tão amigo,
e meu olhar tão fingido,
tem visto muito mais que isso…

Sua alegria tão terrena,
expande a minha alma tão amena,
tem me motivado a tantas conquistas,
nessa vida….

Seu abraço tão distante
tem me deixado muito mais que antes
com o desejo de lhe conhecer

Para que assim eu possa exprmir
tudo que nesse momento eu senti
ao escrever esses versos que tão dispersos,
têm fugido do meu controle
e foragido os meus calores,
por ti

Jogo dos amantes

Por amor tenho colhido flores secas
para mostrar que o meu peito
não se engana com romances passageiros

Tenho inclusive, deixado de plantar árvores
e cuidado do meu pequeno jardim de inverno com zelo;
Tenho externado principalmente o que minha mente construiu:
Uma imagem sólida que não se leva pelas brisas

Tenho anotado seu nome nos papezinhos de guardanapo
que me são entregues com cafés de admirador desconhecido;

Ora, que tolice esse jogo dos amantes,
como se não soubéssemos antes que um gosta do outro….
Faz parte das regras essa brincadeira de tentar despistar o óbvio

Mas, se entre as dicas de flerte você sentisse a sede que sinto,
se você fosse tomado pelo ímpedo íntimo do meu ser que deseja lhe devorar,
talvez você entendesse que para matar essa sede não basta se entregar;

É preciso mais, é preciso ir além, é isso, meu bem:

Não tenhamos vergonha de viver, nem de brincar com o amor;
Faz parte esse sabor do desejo ácido, que nos seus doces lábios,
no início, eu vou desfrutar…

Mas é preciso retrucar, para que mais a frente esse nosso desejo latente,
expanda-se, encante-me a contigo caminhar nos anos seguintes,
mesmo ainda que tristes, da minha vida, que passa pela sua vinda,
para a nossa saída…

Escolha

Eu escolhi te amar, mesmo sem saber quem é você
Eu sei que é estranho, não dá pra negar,
mas, convenhamos, que simpatia e afinidade
ninguém compreende

Ou você entende, ou você vive:
A primeira opção, se insiste, é em vão
a segunda não nego, não, é difícil,
é como cair ao abismo sem intenção

Ninguém nota no homem, hoje, ninguém nota
coisas que antes se anotava com frequência
o ser de hoje mora na abstinência da solidão…

Eis então a fobia do próximo
de juntar as mãos: Calma eu não te puxo pra baixo,
não é essa a intenção

Eu chego por pura e espontânea vontade
de quem faz arte com o coração,
e o meu objeto de estudo, de inspiração,
se não for o outro, ao meu lado,
é-me até uma contradição

Cheiro de fumaça

Pergunto aos outros quando você vem
quando você volta para perto de mim…
Olha, que de saudade assim eu não aguento
e eu não suporto esse tormento de te ver distante

Estão destruindo a nossa casa, volta para a sua causa!
Volte para perto mim, proteja-me!
Preciso de coragem, preciso de saída
preciso da felina enfurecida que habita dentro de ti!

Volte para casa, venha cuidar do nosso jardim
que as nossas flores estão morrendo
nossos pássaros não voltam mais
volta para arrumar esse bagunça,
essa bagunça que está queimando
sinta o cheiro da fumaça

O cheiro do seu perfume deu lugar às brasas,
às brasas de incenso e cigarro dos desesperados
que não sabem como agir..

Chama enfraquecida

E então chegou o dia que eu achei que não chegaria
e as flores, continuam no jardim, pois não murcharam
e nenhum dos meus dramas se concretizaram
e o sol continua a nos iluminar involuntário

E o que pensei eterno foi apenas duradouro
e ademais foi, sobretudo, pouco
e essa amizade se finda,
o que antes era linda,
continua ainda na lembrança

E é tempo de mudança
e é hora de usar a rima
que nessa noite um tanto doída
que a nossa chama enfraquecida
meu bem, que não se apague,
que não se apague da memória
o quanto um dia nos foi bem-vinda…

Terapia

Não escrevo aos outros, atinjo-os
Escrevo a mim, e para mim
Escrevo para me fazer lembrar dos pensamentos que tive,
dos amores que pensei que tivesse, e das pessoas que pensei que amasse;

Escrevo por terapia, sim
terapia das palavras, digo

Não é fácil ser romântico,
No coração apenas não cabe
E não é fácil a arte,
quando a revolta arde, e não cabe consciência

Terapia para a alma, para a minha…
Não sou de todo egoísta, se você me ler
se fosse egoísta mesmo já teria enlouquecido dentro do meu ser

AIDS

Uma hora eu paro lá na esquina
rodo bolsinha, ganho uns trocados
abaixo a calcinha, caio no conto do vigário

Mas se eu for para a esquina,
rodar a bolsinha, tirar a calcinha
e cair no conto do vigário

E se eu voltar pra você, ainda te chamo de otário
porque perdi a calcinha, perdi o dinheiro
mas antes de perder o namorado, eu te passei AIDS

Desculpe

Vou lançar aos ventos meus pedidos de desculpas,
porque não foram nem uma, nem duas as minhas más condutas,
e eu lamento, mesmo que nesse instante você não se importe
mas eu não darei calote à minha consciência….

Se foi mal, foi vacilo, mancada, não importa
desculpa, não tive motivo, não foi por nada…
Preconceito de quem não sabe nada da sua vida
ou, quem sabe ainda, apenas ciúme de uma pessoa querida

Se foi mal, vacilo ou mancada, não importa,
não estou aqui para fazer charada nem palavras-cruzadas

D
e
s
c
u
l
p
e

Mistério humano

Ainda que seus ratos girem na roda
e esse rito possa ser deliberadamente observado,
ainda que qualquer cientista possa colher seus resultados,
você homem, o rato social

Ainda que sua pressão possa ser medida
e medicamento possa ser prescrito,
meu caro, não há ciencia sequer no mundo
capaz de demonstrar em papel o que lhe vai ao fundo

E não adianta reproduzir fatos,
e girar na roda, e aumentar o passo,
e não adianta a injeção, a operação,
tão pouco, não adianta dois diagnósticos

O homem, o homem, o homem, eu repito,
– E por enquanto é só assim que pensamos –
jamais terá uma receita, uma forma, um todo

O ser humano, para todos, ainda é um mistério
e pela busca das respostas, um mistério talvez tolo…

Nobel da paz

Colocar-me no outro para a partir dele me entender,
tarefa fácil não é, que o ego não deixa, ou seja,
ser o outro, e abrir mãos dos meus valores, credos,
bandeiras e cores, é complexo.

Aceitar-me como ser igual, sem hierarquia,
ainda que fira meus poderes plenos,
quando me coloco sem juros ao outro
quando não lhe cobro nem o certo,
e quando não lhe julgo tão pouco o errado

Não, eu não estou sendo revolucionário,
nem hipócrita, nem tão pouco ingênuo,
apenas procuro no outro meu próprio entendimento

Uma troca sutil e tão mestra, que os simplistas de plantão,
tendem a achar que eu venho guerrear sem armas, que eu me rendo,
ou, talvez, para aqueles um pouco mais atentos, eu esteja procurando o Nobel da Paz;

Talvez, quem sabe, quando eu encontrar um ponto de equilíbrio na minha existência confusa,
quem sabe eu não me iluda com meras estatuetas colecionadas à mesa, mas um pouco mais de valor,
n’alma que, desculpem-me, pare antes que me enlouqueça

Sonho com você

Eu quero te beijar com as palavras,
tocar seus lábios de forma suave
sentir na sua boca a leveza do poema

Eu quero te abraçar com as rimas
te acariciar com essa delícia de te ter
Eu quero chegar de surpresa e tapar os seus olhos

Vou te perguntar sorrindo quem é
e sorrindo te dizer que errou – ou que acertou –
E talvez te dar de recompensa um hálito na nuca

Quero correr com você de mãos dadas
recitando essa nova vida juntos, que eu nem sei como é

Mas sabe como é, a gente sonha
a gente sonha com algo bom
Eu sonho com você….

Até logo

Volta que meus braços serão abertos a te receber
mas não volta com pressa, amigo meu
volta com calma que meu coração já está agitado a te esperar

Volta com o que precisar de mim, que eu vou te dar
se for saudade, não a mate, saborei-a
que matar saudade também da pena!

Volta com chorinho, que eu seco,
e se for carinho, amigo, eu não nego
porque o amo, e se não mato a saudade
pelos dos clichês dela, eu morro!

Volta sem medo, que eu ainda te quero comigo
e assim, eu permito que o abraço enlace também nossas almas
que elas enfim possam se dar aos mãos, pois já se cansaram do até logo

Oração aos ingratos

Não permita a ingratidão dentre os meus, Senhor
nem daqueles que acham que Você pune, nem daqueles que acham que a vida as sorri demais;

Senhor, tape meus ouvidos ao pensamento negro, que me alerta de imediato sempre os maus passos dos meus irmãos;

Faz de mim a mão que ampara, o afago que abre os corações para o arrependimento e para a resolução, não por minha causa, não em consequência daquele que errou comigo, mas para não ser ingrato aos Teus ensinamentos e às Tuas novas formas de refazer aquele que sofre.

Senhor, que de mim apenas palavras reconciliadoras saiam de minha boca, do meu olhar e na minha face. Senhor, mostrai a todos, através de mim, Teu poder, e a Tua grande mudança em minha vida.

Que minha alegria conforte, e não sufoque
que o meu carinho seja consolo, e não provocativo
que a minha palavra cure, e não açoute
que minha abundancia em Ti, mostre o quanto posso sentir, ser e fazer
mesmo com tantos obstáculos,
que um sorriso brote, sem que seque as lágrimas do cansaço por ser resistente a Tua imensa e revigorante misericórdia.

Coisas de amigos

Quero descobrir minha querida
se é normal essa saudade
essa saudade doida e doída
que sinto perto de você

Quero saber se é frequente
que duas pessoas que se amam
sejam doentes uma pela outra

Sua presença não sana a minha vontade,
mesmo te tendo sempre por perto,
de poder ficar mais um minuto contigo

É esse o sintoma de amigo ou enamorado?
É normal sua presença me sufocando,
é normal em seguir compondo
poemas de amor para quem eu sempre encontro,
pra pessoa que está sempre perto, é correto?

Responde se é justo, esse peito matuto
continuar doendo de desejo de te ter comigo
são coisas de amigo, ou é paixão?

Por favor, guarde a sua opinião.
De palpites meu coração está cheio
E de desejo o meu coração transborda,
mas a coragem escorre entre os dedos